Entrevistas mostram como estruturas subterrâneas ampliam eficiência e preservam a superfície.
8/9/26




Nesta edição de setembro de 2026, celebramos as oportunidades que surgem e se consolidam no espaço subterrâneo. Preparamos uma publicação rica em conteúdo, a qual reflete a esperança por um futuro promissor e por um país com estrutura melhor.
A participação recente na feira Exposibram representou um marco. A Pedra Branca montou um estande de destaque, realizou aportes expressivos e despontou como uma das protagonistas do evento. Para dimensionar o alcance do setor, basta observar uma curiosa quebra de paradigma no chamado "país do futebol": durante a feira, ocorria o maior clássico do estado, entre os times Atlético e Cruzeiro, no principal estádio da região. O público presente à Exposibram superou a lotação da arena esportiva, fato que evidencia o atual foco do desenvolvimento nacional.
Com o intuito de aprofundar essa discussão, trazemos uma entrevista com Pablo Cesári, diretor-presidente do Ibram. O executivo ressalta que, hoje, apenas 4% das operações de mineração ocorrem debaixo da terra. Diante da alta demanda por minerais essenciais à vida moderna, a mineração subterrânea apresenta-se como a principal solução para aumentar a extração de forma sustentável, com capacidade de aliar o crescimento econômico à preservação ambiental.
Também conversamos com Eloi Palma Filho, diretor substituto do Dnit e ex-presidente do CBT (Comitê Brasileiro de Túneis). Ele esclarece o salto de progresso proporcionado pelas estruturas subterrâneas, em especial aquelas destinadas ao transporte ferroviário de cargas e de passageiros. O custo-benefício dessas obras é substancial, o que leva à reflexão fundamental do setor: "Quanto custa não construir túneis?".
Países e cidades que investem nessas soluções colhem amplas vantagens socioambientais. Há ganhos em saúde, em eficiência, em produtividade, em economia de tempo e em valorização das áreas de superfície. Trata-se de um investimento cujo retorno aos cofres públicos e à sociedade ocorre em menos de dez anos.
Em contrapartida, o custo da falta de infraestrutura adequada é alto. Conforme atestam as enchentes em Porto Alegre e os desastres naturais no Nepal, a ausência de obras preventivas resulta em prejuízos econômicos e, sobretudo, em perdas humanas irreparáveis.
Para apoiar tais reflexões, fortalecer o ecossistema do setor e manter a proximidade com os leitores, anunciamos a criação da Comunidade PBEsc no WhatsApp. O objetivo desse novo canal é reforçar nossos laços, debater ideias e, em conjunto, transformar a sociedade.
Uma excelente leitura e um forte abraço.