Projetos subterrâneos ampliam aceitação comunitária, apontam especialistas

Executivos da H&P destacam menos poeira, ruído e impacto visual em projetos com galerias.

A transição da lavra a céu aberto para a extração subterrânea desponta como a principal solução para mitigar impactos socioambientais e garantir a aceitação popular de projetos no Brasil. A Pedra Branca, especialista em engenharia de escavação, provoca o debate sobre a mudança de paradigma ao aliar a tecnologia de túneis à preservação dos territórios. O tema ganha força após uma sabatina conduzida pelo colaborador Gustavo de Souza Vieira com os executivos Guilherme Rodrigues e Guilherme Silveira, da H&P Consultoria.

O encontro ocorre como desdobramento da Exposibram 2026, feira sediada em Belo Horizonte entre os dias 24 e 27 de agosto. A agência convidada acumula 43 anos de trajetória e concentra a maioria de seus contratos no segmento extrativista.

Silveira alerta para a metamorfose da indústria após tragédias recentes. "A mineração atravessa um momento de transformação profunda. Após grandes desastres, a visibilidade pública e a exigência por responsabilidade socioambiental tornaram-se pautas centrais", afirma. Ele ressalta que a companhia oferece um olhar preventivo às corporações.

A substituição das cavas pelas galerias proporciona vantagens aos vizinhos. Rodrigues assegura que a técnica reduz o impacto visual, minimiza a poeira e atenua o ruído nos quintais das famílias. "Em diversos projetos subterrâneos em que atuamos, a aceitação da comunidade é significativamente maior, o que facilita a obtenção e manutenção da chamada Licença Social para Operar", relata. Silveira frisa que a menor intervenção na superfície viabiliza uma convivência harmoniosa.

O conceito de ecossistema adotado pelos especialistas transcende a fauna e a flora, pois engloba o fator antrópico. Rodrigues explica que as propostas focam no desenvolvimento das capacidades locais. "Uma ação de reflorestamento ou preservação só se sustenta no tempo se as comunidades do entorno estiverem engajadas e obtiverem proveito econômico dessa conservação", pontua. Silveira complementa a ideia ao destacar a urgência de escutar os moradores e estabelecer canais de participação transparentes.

O panorama geológico nacional exibe um contraste entre a exploração de ferro e a busca por terras raras. Silveira avalia a posição do país como brilhante, mas adverte sobre os obstáculos em áreas sem costume extrativista. Rodrigues acrescenta que o setor férreo carrega um histórico que ainda demanda aprimoramento. Em contrapartida, os empreendimentos inéditos possuem a chance de nascer sob uma administração moderna. "Fazer uma boa gestão de riscos não gera custos adicionais; pelo contrário, evita prejuízos expressivos", garante.

O diálogo entre a construtora de túneis e a assessoria ilustra o futuro do mercado. Rodrigues elogia a iniciativa do PBEsc News e da Pedra Branca ao incentivar a integração. Ele defende que o amanhã da atividade depende da união entre infraestrutura e sensibilidade territorial. Silveira endossa a perspectiva ao reiterar que a rota para uma operação limpa requer alianças sólidas. A troca de ideias consolida a premissa de que a eficiência produtiva e o respeito à sociedade caminham juntos.

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